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domingo, 14 de setembro de 2008

2001 uma Odisséia no Espaço PARTE 1


O mais clássico dos clássicos, a obra-prima de um gênio, um marco na história do cinema, definições para este filme não faltam, um filme que influenciou o cinema e seus realizadores de uma forma irreversível.
Revisando-o recentemente pude perceber que a cada vez que o assisto mais me encanto com a sua magnitude. Um filme que consegue abordar questões que nos instigam desde que o homem é homem. De onde viemos? Como nos tornamos o que somos? São apenas algumas delas. Deixando de lado um pouco de lado a principio questões filosóficas e sociológicas e olhando pelo prisma técnico conseguimos nos surpreender ainda mais, Kubrick e Arthur C. Clark roteiristas do filme eram verdadeiros visionários conseguindo idealizar um futuro da perspectiva da década 60 e conseguiram realmente prever tecnologias que se tornaram viáveis no século 21 como o videofone por exemplo e vislumbrando um futuro onde viagens espaciais seriam comuns, lembrando que na época em que o filme foi feito o homem se quer havia chegado a lua. Inclusive o mais impressionante é como Kubrick conseguiu utilizar a tecnologia da época que na verdade eram técnicas artesanais, de uma forma inimaginável e o resultado foi tão impressionante que nos tempos de hoje com todos os avanços tecnológicos o filme não deixa nada a desejar para as produções atuais.
A cena inicial é de uma profundidade que nos envolve de tal forma que sentimos como se estivéssemos presentes naquele momento que desencadeia toda a história, essa cena inclusive nos mostra a primeira influencia do monólito na evolução do ser homem, e é a existência dele que é condutor das discussões, de acordo com as convicções de cada um ele pode significar algo divino “o dedo de Deus”, ou até mesmo uma influência de seres de uma inteligência superior. A transição dessa cena para o futuro é umas das cenas mais notáveis do cinema, o osso (e o que ele representa) é arremessado ao céu e se transforma em uma nave no espaço, a transição da musica também de Also Sprach Zarathust para Veludo azul mostrando o planeta terra como plano de fundo é extasiante. A musica também tem uma importância fundamental no decorrer do filme lembrando que grande parte do filme é feito por tomadas espaciais que com a comunhão da musica e a cena nos lembra números musicais de balé devido a perfeição dos movimentos.
Continua ...
By Blynk

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